Searching...
segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Sistema Cantareira registra menor volume de água na história, em SP

O Sistema Cantareira, reservatório de água que abastece cerca de 10 milhões de pessoas em São Paulo e região metropolitana, atingiu seu menor volume na história, nesta segunda-feira (10), de acordo com registros da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O nível de água chegou a 19,6%, o menor desde 1974, quando a medição foi criada.
Segundo levantamento da Sabesp, o volume de chuva acumulado neste mês é de 2,0 mm, enquanto a média histórica para fevereiro é de 202,6 mm. No domingo (9), quando o nível de água havia atingido 19,8%, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) descartou um racionamento de água no Estado.
Em janeiro, as chuvas também ficaram bem abaixo da média, em 87,8 milímetros, ante 259,9 milímetros esperados para o período. No final do mês, o volume de água no reservatório era de 22,2%.
A Sabesp está oferecendo desconto de 30% na conta dos usuários abastecidos pelo sistema Cantareira que economizarem pelo menos 20% do consumo médio dos últimos 12 meses.
No Brasil, os reservatórios de hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, os principais para abastecimento do país, começaram a semana com nível de armazenamento a 37,6%. A expectativa é o volume siga caindo, chegando a 37% na sexta-feira (14), segundo informações do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
As represas dessas regiões estão em queda desde janeiro, época em que deveriam estar subindo para sustentar o fornecimento de energia durante o período seco. O ONS prevê que terminem fevereiro a 35,6%, o que seria o segundo pior nível para o mês desde 2000.
No Sul, o nível dos reservatórios está em 48,72%, numa trajetória de queda, confirmando a previsão do ONS de que chegue a 45,5% no dia 14. Para o Nordeste, cujo nível está a 42,78%, a perspectiva é que chegue a 42,6% no fim da semana. Já o Norte, em 69,28%, deve terminar a semana em 73,4%.
Para esta semana, o custo marginal de operação no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, calculado por modelos matemáticos que indicam cenários de custo para a operação pelo ONS, ultrapassou o primeiro patamar de déficit, indicando que deveria haver uma redução de carga de 5% nessas regiões.
(Com Estadão Conteúdo e Reuters)