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domingo, março 30, 2014

EXPERIÊNCIA EDUCACIONAL NO MUNÍCIPIO DE ARATUBA BASEADA NO ESTUDO DA NEUROCIÊNCIA

Professora Nelita Germano - Aratuba
A Neurociência da aprendizagem é o estudo de como o cérebro aprende. É o entendimento de como as redes neurais são estabelecidas no momento da aprendizagem, bem como de que maneira os estímulos chegam ao cérebro, da forma como a memória se consolida, e de como temos acesso a essas informações armazenadas. Esses avanços da Neurociência ligada ao processo de aprendizagem é, sem dúvida, uma revolução para o meio educacional.

Respaldadas nisso, as professoras Fátima Noronha e Maria Nelita Germano, de Aratuba, estão trabalhando num projeto piloto, conhecendo os alunos a partir dos fatores abaixo, que contribuem para que aconteça uma aprendizagem satisfatória:

Alunos Visuais       
Os alunos com o estilo de aprendizagem predominantemente visual, em sala de aula (e na vida diária), dão respostas e comentários voltados para atenção e preferências para imagens, objetos concretos, atividades motoras (táteis).  No computador, preferem reproduzir imagens e aulas ilustradas com mapas, diagramas e gráficos. Gostam de fazer rabiscos ou caricaturas enquanto participam de aula expositiva; não se distraem facilmente com o barulho; gostam mais de artes plásticas do que de música ou poesia; preferem fazer uma demonstração física a fazer uma dissertação; lembram o que viram, melhor do que aquilo que ouviram; e aprendem melhor por associações com imagens.

Alunos Auditivos
Gostam de realizar atividades em que precisam escrever. Quando em contato com objetos ou imagens, necessitam escrever nomes, fatos relacionados, para melhor fixar a aprendizagem. Barulhos ou movimentos bruscos atrapalham a atenção e concentração.  No computador, gostam de pesquisas, interpretar imagens através da escrita, sites de relacionamentos e bate papos. Esses alunos gostam de ler e apresentar músicas e poesias; preferem ouvir leituras com diálogos e textos descritivos; participam de concursos de redação; adoram discutir e entram em longas descrições; aprendem melhor quando ouvem e lembram com mais eficiência o que foi discutido com mais precisão do que aquilo que foi mostrado.

Alunos Cenestésicos
Os alunos que tem o estilo de aprendizagem predominante cenestésico necessitam para melhor aprender e memorizar, que o professor não somente use aulas expositivas, com muito texto escrito (para copiar e ler). Esses alunos necessitam tanto da imagem como da atividade motora do professor e deles próprios. Se o (a) professor (a) não usar recursos adicionais na sua aula, mesmo que o aluno esteja motivado e o tema seja de seu interesse, não suportará por muito tempo manter a atenção. Tende a se levantar conversar com o colega, ir à lixeira, pedir um objeto emprestado, sair da sala para usar o banheiro ou tomar água e etc. Gostam de fazer pesquisa de campo, trilhas; tocam nas pessoas para poder chamar a sua atenção; usam o dedo indicador enquanto estão lendo; memorizam melhor quando estão andando e vendo; e aprendem com mais eficiência e eficácia quando estão fazendo ou manipulando algo.                                                                                                                          
Estudos na área neurocientífica, centrados no manejo do aluno em sala de aula vem nos esclarecer que a aprendizagem ocorre quando dois ou mais sistemas funcionam de forma inter-relacionada. Assim, podemos entender, por exemplo, como é valioso aliar a música e os jogos em atividades escolares, pois há a possibilidade de se trabalhar simultaneamente mais de um sistema: o auditivo, o visual e até mesmo o sistema tátil (a música possibilitando dramatizações).

A neurociência se constitui atualmente como uma grande aliada do professor, para poder  identificar o indivíduo como ser único, pensante, atuante, que aprende de uma maneira toda sua, única e especial.

Com informações do site da AMAB