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segunda-feira, julho 21, 2014

Missa de 80 anos da morte do padre Cícero é celebrada

Cerimônia lotou a praça em frente à Capela do Socorro, onde foi montado um palco para receber o evento. Bispo dom Fernando Panico pediu "um coração mais humano" aos presentes.
Os 80 anos da morte do padre Cícero Romão Batista foram celebrados ontem em missa realizada na Capela do Socorro, na cidade de Juazeiro do Norte. A cerimônia atraiu milhares de fiéis e romeiros, que subiam em cima de muros e lápides do cemitério vizinho para prestar homenagem e buscar as bênçãos do “padre santo.
“Nós estamos em uma data em que estamos fazendo a memória da passagem de padre Cícero deste mundo para a vida eterna. Isso é feito todo dia 20, mas nesse dia 20 de julho de modo especial. Como sempre, o seu testemunho tem trazido para a cidade de Juazeiro muitos romeiros”, afirmou padre Joaquim Cláudio, pároco da Basílica de Nossa Senhora das Dores e da Capela do Socorro.
O líder religioso lembrou ainda dos benefícios que as peregrinações religiosas trazem para a cidade. “Há um engrandecimento do desenvolvimento da cidade de Juazeiro”. A Banda de Música Municipal Padre Cícero tocou músicas antes do início do evento e orações de “Ave Maria” foram feitas pelo padre e fiéis.
A cerimônia foi presidida pelo bispo dom Fernando Panico e celebrada por Joaquim e outros padres. Ao dar início à missa, dom Fernando pediu que os presentes saudassem uns aos outros e às autoridades presentes. “Vamos pedir perdão pelos pecados, egoísmos e injustiças que existem dentro de nós, na sociedade e na Igreja”, ordenou o bispo.
Na cerimônia foram lidas a Carta de São Paulo aos Romanos e a Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus. “Todo domingo é festa de Páscoa para nós cristãos, mas neste domingo, junto com a Páscoa de Cristo, celebramos a Páscoa de padre Cícero”, proclamou o bispo. “Somos todos povo de um Deus que é misericordioso” completou, lembrando que “o justo deve ser humano”.
Dom Fernando também cobrou responsabilidade dos políticos presentes e pediu um “coração humano como o de padre Cícero” aos fiéis e às autoridades. A missa terminou com pedidos de saudação “na alegria e na paz” entre os presentes, a distribuição da Santa Eucaristia e uma bênção para todos os presentes. 

Romeiros

“Meu pai me ensinou a gostar”, disse Luzia Pedro, 53 anos, agricultora de Natal, Rio Grande do Norte, referindo-se ao padre Cícero. Ela chegou de ônibus na última sexta-feira, 18, e disse que vai há mais de 20 anos para Juazeiro. 

Manoel Caetano dos Santos, 63 anos, agricultor de Missão Nova, disse ser devoto de padre Cícero “desde criança” e comparecer às missas realizadas no 20 de julho “sempre que possível”.
Com informações O POVO ONLINE