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quarta-feira, julho 29, 2015

Lia: A novidade política Ferreira Gomes em Caucaia

Sem receio de falar o que pensa, sobre qualquer assunto, Lia Ferreira Gomes é a novidade política do clã sobralense; irmã do ex-ministro Cid Gomes, médica, mãe de um casal de filhos, única mulher numa família de cinco irmãos, ela pode ser a novidade também na política de Caucaia, município da Região Metropolitana de Fortaleza que detém o 3º maior PIB do estado e a 2ª maior população; ela não esconde o desejo de disputar a prefeitura em 2016 e vem acompanhado de perto a gestão do atual prefeito, Washignton Gois.


Por Fátima Bandeira e Renata Paiva, Ceará 247 – Sem receio de falar o que pensa e de falar sobre qualquer assunto, Lia Ferreira Gomes é a novidade política do clã sobralense. Lia é médica, mãe de um casal de filhos, única mulher numa família de cinco irmãos. Pode ser a novidade também, na política de Caucaia, município da Região Metropolitana de Fortaleza que detém o 3º maior PIB do estado e a 2ª maior população. Um projeto que, se vitorioso, fortalece ainda mais a posição da família Ferreira Gomes na política cearense.

Ela não esconde o desejo de disputar a prefeitura em 2016. “A política pra mim é muito apaixonante. Eu tenho tentado fazer com que as pessoas se interessem mais por política por ser um instrumento transformador da sociedade. Se a possibilidade de conseguir, para uma pessoa, uma vaga na UTI ou uma vaga numa escola de qualidade para uma criança é uma coisa muito gratificante, imagine a satisfação pessoal que é transformar a vida de milhares de crianças, de jovens.” Ela vem acompanhado muito de perto a gestão do atual prefeito, Washignton Gois e participado de reuniões e eventos com as comunidades. Nos bastidores da política do município, sua candidatura é dada como certa
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Lia Ferreira Gomes conversou com o Ceará 247 em Caucaia, onde mora hoje, tratando de política em geral, do preconceito contra as mulheres, sobre os governos da presidente Dilma Rousseff e do governador Camilo Santana, que ajudou a eleger em 2014, sobre os desmandos do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, sobre as relações familiares e a admiração pelos irmãos e, é claro, sobre seu projeto de disputar a prefeitura de Caucaia.

“Ferreira Gomes”
Minha família é bem masculina. Até na nova geração. Minha mãe tem 14 netos, sendo 12 meninos e duas meninas. Na minha faixa etária, quatro homens e eu de mulher. Em casa tenho que brigar um pouco para ser ouvida. Mas por outro lado eles me acolhem muito nessa parte familiar. Eu não tenho do que me queixar. Sempre digo que quero passar para os meus filhos um pouco dessa união que eu e meus irmãos temos. Tenho, dentro de mim, que nada do que eles façam vai prejudicar minha relação com eles. É muito reconfortante pra mim saber que posso contar com eles e que eles me apoiam em tudo que eu preciso. Seja no campo profissional, pessoal, para chorar no ombro, para pedir um conselho, eles são 10. Quando eu era pequena achava ruim não ter uma menina pra brincar de boneca. Hoje me sinto muito a vontade no meio deles. Uma vez, numa reunião no Palácio da Abolição, ainda quando Cid era governador e eu era a única mulher presente, eu falei: “gente, minha amiga Monica Barroso (secretária estadual de mulheres, do Pros) tem razão, precisamos de mais mulheres aqui, pra gente ser ouvida”. Sinto falta de mais participação política das mulheres no grupo. Enquanto isso, eu vou brigando pelo meu espaço e tem dado certo.

A paixão pela política
A política é uma coisa que sempre esteve dentro de mim. Na minha casa, nos almoços, jantares, lanches, até nas conversas informais não existe outro assunto. A gente só fala de política. Sempre política no sentido amplo. A gente aprende muita coisa de como resolver o problema da educação. Como melhorar. A gente trata desde quando tudo começou lá em Sobral e aí acabamos aprendendo um pouco de administração de como viver o dia a dia da prefeitura de Sobral, do Governo do Estado, do Ciro como ministro. A gente acaba entendendo um pouco de cada coisa da política. Como casal, meus pais eram muito simples, nos criaram com muita austeridade, com muito pouco. Eles não tinham como dar mais do que deram, mas investiram muito na nossa educação. Eu acho que o maior legado deixado pela minha mãe, pelos meus pais, é a honestidade, a paixão pela política. A família da minha mãe, que era paulista, também tem histórico com política. Nós temos política no sangue, dos dois lados da família. O Cid costuma dizer que a Lia não pode faltar em nenhuma campanha política. Acho que é porque sempre dou um pouco mais de emoção. Os meninos são mais frios, mais tranquilos, mais racionais. Tem coisas que eu cobro, tipo quando tem uma propaganda contra eles, eu sempre falo que não podemos deixar de dar resposta. Agora mesmo está tendo uma propaganda dizendo que Cid, Lula e Dilma mentiram para a população. Eu fico ligando, cobrando. “Vamos fazer alguma coisa. Tem que responder, não pode deixar só a versão deles”. Meu pai foi candidato a prefeito de Sobral quando eu tinha 10 anos e eu já andava na rua pedindo voto. A política é muito envolvente. Eu acredito no projeto e eu não tenho fome, não tenho sono, não tenho cansaço. Eu ando 200 quilômetros se for preciso. Me empolgo tanto que esqueço o resto.

Filhos
Eles já vão fazer 18 anos. Pra mim, de certo modo, foi muito dolorosa essa “separação”. A primeira coisa que eu tentei foi trazê-los comigo pra cá. Mas não deu certo. Eles nasceram em São Paulo. Minha filha tem projeto de morar fora do Brasil. Agora está sozinha no Japão fazendo um curso de desenho. Meu filho está aqui comigo agora. Uma coisa que eu tentei lembrar é que todos nós saímos de Sobral aos 17 anos em busca do nosso sonho. Lá, não tinha a faculdade que a gente queria. Não tinha direito, nem medicina e nem engenharia, que são as faculdades que escolhemos lá em casa, e a gente veio para Fortaleza para conseguir uma condição profissional melhor. Eu tentei pensar nisso. Eu espero que um dia eles se orgulhem da minha decisão. Claro que é muito dolorido, sinto muitas saudades, mas sempre que eu posso eu vou pra lá, ou eles vêm. A gente se fala pelo telefone, internet, usamos todos os recursos, então fica fácil falar toda hora. Mas foi muito difícil.

Participação política das mulheres
Acho que a gente tem uma sensibilidade que faz toda a diferença. Não só na política, mas em todas as áreas. Semana passada eu estava discutindo em Portugal a participação da mulher na política portuguesa. Lá, a participação feminina ainda é menor que no Brasil. Eu tenho muito orgulho de ser mulher. É engraçado, na discussão em Portugal, uma das mulheres presentes disse que na próxima geração quer nascer homem. Eu não. Eu adoro ser mulher. Amo a oportunidade de ter sido mãe, de ter essa sensibilidade diferenciada, que a gente tem. Temos esse olhar peculiar sobre as coisas, de perceber quando está bem. Nós temos um olhar diferenciado. Quando a mulher tem a possibilidade de estudar, se qualificar, elas acabam trabalhando mais que os homens na tentativa de tentar superar os preconceitos que ainda existem. Temos, de certa forma, que nos preparar mais que os homens para conseguir igualdade profissional e salarial. Eu acho que é exatamente por essa necessidade de se impor, já que não somos muito respeitadas, que a gente acaba tendo que endurecer e se “masculinizar” para poder ser respeitada, ser ouvida.

A cultura do machismo
Um trabalho que eu gostaria de fazer é um trabalho de conscientização das mulheres na criação dos filhos. Eu acho tão importante você criar um filho dividindo o trabalho doméstico. Porque a gente sabe que ainda hoje a mulher é responsável pelo trabalho doméstico, pela criação dos filhos. Eu acho que estamos evoluindo, só que muito devagar. Quando o Cid entrou para o ministério minha cabeça logo começou a maquinar as dicas sobre educação. Eu acho que está faltando cidadania, pensar no próximo. Eu defendo que tinha que ser incluído, também nas escolas, alguma coisa relacionada a mulher, de uma maneira mais forte.

O jeito “Ferreira Gomes” de ser 
Se eu tivesse que me definir, entre Ciro que é mais esquentado e o Cid que é mais frio, eu acho que estou mais pra Ciro. Outro dia, uma pessoa me fez uma crítica dizendo que eu parecia muito com o Ciro. E eu:  “você não sabe o elogio que está me fazendo”. Se existisse um fã clube do Ciro, com certeza, eu era a presidente. Sou fã dele, da carreira política dele, da maneira que ele encara as coisas. Sei também que as vezes ele comete excessos e paga preços altos por isso. Na campanha presidencial dele em 2002, que ele foi chamado de machista, me recordava que nenhum governador teve uma participação tão grande de mulheres em cargos importantes como o Ciro teve. Até hoje, não. Se eu não me engano, eram 12 secretarias e cinco mulheres eram titulares. Era um número aproximado da metade. Elas eram secretárias de saúde, educação, infraestrutura. Pastas importantes para a sociedade. Ou seja, de machista ele não tem nada, mas fez uma colocação errada. Acho que ele se excede um pouco. Mas concordo com ele, a verdade tem que ser dita. Foi um pouco também do que o Cid fez, que também acabou pagando alto preço. Não tenho problema nenhum em dizer que o Cid teria sido um grande ministro da Educação. O Brasil perdeu. Concordo 100% com o que o Cid falou. Eu estava viajando e peguei um avião rapidamente e fui a Brasília apoiá-lo. Não faria uma vírgula diferente do que ele fez. Não dava para fazer diferente, ele não podia negar o que disse. Eu nem preciso dizer isso, estamos vendo tudo o que a presidente Dilma está passando por causa da Câmara.

De pedra a vidraça
Eu tenho pensado nisso, pode parecer piegas da minha parte… Eu vivi 20 anos em São Paulo, mas acompanhava a política daqui. Sempre que eu podia, umas três vezes por ano vinha pra cá. Todas as campanhas políticas eu larguei tudo e vim. Ler algumas injustiças que li, que eu leio nos jornais, pra mim era tão doloroso quanto se fosse comigo. Acabava com meu dia, eu ficava aborrecida. Ligava e dizia que tinha que responder. As coisas com eles sempre pareciam que eram comigo. O que vem acontecendo com a presidente, eu acho de uma falta de respeito imensa com uma senhora, uma mãe. É desacato a autoridade. É agressão a uma mãe, mulher, uma vó e a nossa autoridade máxima que foi eleita pelo povo. Mas eu ainda não senti isso diretamente comigo. Como sou iniciante, ainda saindo dos bastidores, não sei, sinceramente, como vou encarar essa coisa de ser vidraça. Ainda não tem o que falar de mim. Mas tenho percebido algumas alfinetadas, alguns reflexos dessa minha entrada aqui em Caucaia. Teve um episódio de uma montagem grosseira com uma foto minha. Eu me lembro muito bem de quando a ex-senadora Patrícia Saboya foi candidata a prefeita de Fortaleza. Ela sofreu um enorme preconceito por ser mulher.

Retrocesso político
Se tiver que eleger inimigo número um de todos os avanços, desde a questão da mulher até os adolescentes, o eleito é esse presidente da Câmara. Estamos vendo as loucuras que esse Eduardo Cunha está fazendo, rasgando a Constituição, votando duas vezes a mesma matéria. Eu, sinceramente, achei que não passaríamos mais por isso. A democracia brasileira ainda é muito frágil. Essa relação da política com a religião, da política com os grandes grupos de comunicação, da política até com alguns setores do Judiciário, é muito superficial. Mas acho que está evoluindo. Tem que ficar de olho é nesse tipo de postura perigosa de religião com política pra gente não ter retrocesso. Acho tão complicado uma pessoa se meter na orientação sexual da outra. Que é que você, minha vizinha, tem a ver se eu vou dormir com homem ou com mulher.

Mudança de Partido
Uma coisa que o Cid sempre diz e que explica muito bem é que essas mudanças de partido nunca foram feitas para se beneficiar, para sair da oposição para ir para um governo. Sempre foram mudanças em busca de uma melhor liberdade, filosofia. Eu acho que um grande erro foi não ter criado um partido próprio. Porque eles são constantemente surpreendidos por condições que os levam a mudar de partido. Acho que eles são sempre levados pela circunstância. A coisa se põe e já tem prazo. Essa questão partidária, eles vão deixando pra depois e a coisa, de repente, se põe. Já tivemos uma primeira reunião. Mas a gente sempre conversa, tentando alinhar os pensamentos. Todos vão marchar unidos, seja para onde for. Pra onde o grupo resolver ir, como faço parte dele, vou também. Eles foram convidados por outras legendas. Mas parece que o grupo está se direcionado mais para PSD ou PDT.

Candidatura a prefeita
Quando comecei a pensar nessa possibilidade eu tive o cuidado de falar com cada um deles (os irmãos). Qualquer decisão que tomo na minha vida, não só política, mas também na vida pessoal, eu procuro ouví-los. E eu ouvi: “Vá. Você é capaz. Você consegue. Tem tudo para dar certo.” Mais apoio, impossível. Esse ano ainda vai acontecer muita coisa. Vira e mexe planejamos uma coisa e acontece outra. Mas pelo menos da minha parte, eu pretendo continuar na política, seja nos bastidores ou no protagonismo. O importante é participar.

Ligação com Caucaia
Minha ligação com Caucaia não é de agora, nem sei dizer mesmo como começou. Como eu sempre participei das campanhas eu sempre tive uma ligação com Caucaia nas campanhas do Ciro, do Tasso, do Cid. Então, eu sempre estive por aqui. Acho extremamente enriquecedor essas caminhadas porque a gente consegue ver outras realidades e entender que vivemos em uma ilha e que tem muito o que se aprender fora dela. Caucaia é muito apaixonante. Muito linda. Estou adorando morar aqui. Caucaia evoluiu muito nos últimos oito anos. A parceria do prefeito Washington Gois com o Cid é parte disso. Eles conseguiram trazer Policlínica, UPA, escola profissionalizante. Caucaia hoje está entre as 30 maiores cidades do Brasil geradoras de emprego. Isso é fruto de um trabalho conjunto. Meu sonho é conseguir colocar a educação de Caucaia perto da de Sobral. Infelizmente não é um trabalho para quatro anos. Sobral teve a sorte de ter continuidade. Foi o Cid, depois Leônidas e agora o Veveu. A vice-governadora, Izolda, sempre tutelando a parte da educação. Demora quase uma geração inteira para ver o resultado. Eu espero conseguir avançar um pouco mais nessa questão da educação. Eu costumo dizer o seguinte, que o ideal da política é que o cidadão tenha acesso aos direitos deles sem a intermediação de políticos. Que possa conseguir uma consulta por telefone, que consiga marcar um exame sem dever favor a ninguém. A gente mira pra ver depois no que avançou. O Dr. Washington quando chegou aqui, Caucaia estava no fundo do poço, não tinha escola que prestasse, não tinha hospital. Aliás, o hospital estava fechado, trancado com cadeado. A dificuldade da entrada das indústrias era enorme. As empresas queriam se instalar, mas não encontravam uma parceria por parte da prefeitura. Não é por acaso que hoje Caucaia está entres os 30 maiores geradores de emprego do Brasil. Isso é resultado da parceria também com o Governo do Estado. Ainda está longe de atingir a meta, mas melhorou muito. Se as pessoas puxarem um pouco da memória e lembrarem como Caucaia era antes, esse reconhecimento vai vir.

Planos para Caucaia
Caucaia é muito grande e nenhuma prefeitura dá conta. Embora, já tenha avançado muito em diversos aspectos, saúde, infraestrutura, ainda tem muito o que fazer. As pessoas vem de muitos anos de desgaste e estão meio cansadas. Por isso, as vezes, não conseguem separar o que tem sido feito agora e o que é de um passado ruim, que em seis, sete anos, não dá para mudar. Eu espero continuar o que está dando certo. Mais ou menos a proposta do Camilo em relação ao Cid. Claro que nenhum governo acerta 100% e a gente tem que corrigir algumas coisas. Eu espero continuar o que está bom e avançar mais. Tenho uma vontade enorme de fazer a diferença. Escuto nas ruas as mães reclamarem que queriam trabalhar, mas não tem onde deixar os filhos. Quero fazer isso mudar. Se a presidente oferecer creches, vamos tentar conseguir, achar terreno e o que for preciso. É um trabalho de continuidade. Tenho muita vontade de transformar. Na política, como a gente tá muito atrasado, tudo é muito urgente. A pessoa que está querendo trabalhar hoje porque precisa melhorar a renda, não pode esperar a prefeitura fazer um levantamento do terreno e em seguida ir ao Ministério da Educação pedir verba, depois construir a creche. Tudo é pra ontem. A saúde, a educação. O povo tem pressa. Eu acho que com trabalho, determinação, conhecimento, não há problema que a gente não consiga resolver. Os problemas são grandes. Caucaia é uma cidade que cresceu muito, rapidamente e desordenadamente. Não se cria infraestrutura da noite para o dia. Tem toda essa demanda reprimida. Eu acredito que num conjunto de fatores positivos, a gente consegue avançar bastante.

Governo Camilo Santana
Gosto muito do Camilo. Ele é uma pessoa muito doce. Gosto muito da Onélia, esposa dele. Pelas condições, não tenho convivido tanto com ele como eu gostaria, mas eu estive no Palácio esses dias acompanhando o Dr. Washington e ele nos recebeu muito bem. Se colocou a disposição de Caucaia para continuar o que for preciso dando continuidade a parceria que o Cid iniciou. Acho que ele está indo bem, está focando nas coisas que são importantes. Está fazendo um trabalho importante na captação de novos investimentos para o Estado, como o HUB da TAM. Ele tem tudo para fazer um grande governo por ter espírito público e vontade de acertar. A gente percebe que ele gosta realmente do povo.

Mais Médicos
Diferente da minha categoria, eu sou fã do Mais Médicos. Não podemos nos enganar, nós precisamos sim de um número maior de médicos para atender a demanda. O médico brasileiro, sem criticar, procura morar nos grandes centros urbanos, porque o mercado de trabalho é melhor, com condições de melhores salários e pacientes particulares. Ninguém quer ir para os lugares pequenos, para os distritos. O Mais Médicos veio suprir essa necessidade. Todos sabem que a primeira etapa do programa foi destinada aos médicos brasileiros. Apenas os lugares rejeitados que foram ocupados por médicos de fora do país. Onde quer que seja, os comentários são que os médicos cubanos ouvem, pegam no paciente. Os médicos hoje mal levantam a cabeça para olhar os pacientes. Eu mesma fui esses dias procurar atendimento na rede privada e ele passou exames sem ao menos perguntar quando começou a dor. Os cubanos querem trazer essa humanização que precisa. Nós médicos precisamos nos aproximar mais do paciente. Na minha época a gente não era preparado. Tínhamos apenas um estágio de um mês na zona rural, mas sem orientação alguma. Acho que é uma deficiência que a gente tem na formação.
Fonte: http://www.brasil247.com/