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segunda-feira, agosto 10, 2015

Há 50 anos nascia Eduardo Campos

Em 10 de agosto de 1965 parte importante da história da política pernambucana e brasileira começava a ser escrita. Nascia, em Recife, Eduardo Henrique Accioly Campos, filho da advogada e política Ana Arraes de Alencar e do escritor Maximiano Accioly Campos e neto de Miguel Arraes.

Eduardo iniciou seus estudos no Instituto Capibaribe. Aos 16 anos, iniciou o curso de Economia da Universidade Federal de Pernambuco. E foi na UFPE que ele iniciou sua militância política, no Diretório da Universidade. Excelente aluno, formou-se em 1985.

Em 1986, abriu mão de um mestrado nos EUA e ajudou a eleger o avô governador do Estado de Pernambuco. No ano seguinte, 1987, foi nomeado chefe do gabinete do Governador Miguel Arraes. Com pensamento inovador e visão de futuro, participou decisivamente da criação da primeira Secretaria de Ciências e Tecnologia do Nordeste e da primeira Fundação de Amparo à Pesquisa da Região (FACEPE).

No ano de 1990, Campos filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Concorreu pela primeira vez e elegeu-se deputado estadual. Na Assembleia Legislativa de PE, desempenhou como poucos o papel de liderança e destacou-se como um dos melhores parlamentares da bancada de oposição. Como resultado, ganhou o "Prêmio Leão do Norte", destinado aos parlamentares com relevante atuação.

Quatro anos depois, novo desafio: concorreu a deputado federal e, com grande votação – 133 mil votos –, foi eleito representante de Pernambuco no Congresso Nacional. Em 1995, licenciou-se da Câmara e atuou como Secretário de Estado no governo de Miguel Arraes. De 1996 a 1998, esteve à frente da Secretaria da Fazenda. Com a confiança de seu povo, Eduardo reelegeu-se deputado federal em 1998 com a maior votação do Estado.

O trabalho e a capacidade de ajudar os pernambucanos através da política fizeram Campos ser novamente reeleito deputado federal em 2002. Reconhecido nacionalmente pela capacidade de articulação, foi considerado um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso. Sua ascensão política seguiu e, em 2003, foi nomeado para o Ministério de Ciência e Tecnologia. Na política partidária, foi eleito presidente do PSB em 2005.

Os planos de Eduardo eram ainda maiores, eram do tamanho dos desafios que seu Estado enfrentava. Por isso, em 2006, Eduardo Campos disputou o governo de Pernambuco. Menosprezado pelos opositores e desacreditado pelas pesquisas (que davam a ele apenas 4% da intenção de votos), ele fez uma grande campanha, dialogando diretamente com a população. Sua forma verdadeira e transparente de fazer política mais uma vez conquistou os pernambucanos. E ele foi eleito com 65% dos votos.

Durante quatro anos, o governador e sua equipe trabalharam de forma incansável. Mudaram a cara de PE e devolveram à população o orgulho de sua terra e a esperança no futuro. A dedicação plena de Eduardo e os resultados conquistados garantiram sua reeleição com 82% dos votos válidos. Nos oito anos como governador, foi eleito por cinco vezes o melhor governador do Brasil. Ao deixar o Palácio do Campo das Princesas, o neto do Dr. Arraes tinha 90% de aprovação.

O sonho de fazer pelo Brasil o que fez por Pernambuco, levou Eduardo mais adiante. Assim, em 2014, novamente enfrentando todas as adversidades, candidatou-se à Presidência da República. Com coragem e audácia, arriscou-se e fez as críticas que o País precisava que fossem feitas. Percorrendo o Brasil, encontrou no rosto de cada brasileiro a fé e a energia para tocar o seu maior desafio político. E por onde passava, ganhava a confiança de milhões de pessoas.

O inusitado, porém, findou essa parte da história da política pernambucana e brasileira. Em 13 de agosto de 2014, Eduardo Campos faleceu vítima de um acidente aéreo. Na véspera ele havia pedido ao povo brasileiro: “Não vamos desistir do Brasil!”. Eduardo Campos deixou-nos um grande legado e a certeza de que a política pode ser feita com o coração, com coragem, capacidade e responsabilidade. Com seu exemplo, mostrou ao País que a política séria e comprometida com os interesses públicos pode mudar para melhor a vida das pessoas. E o Brasil reaprendeu a sonhar.

Eduardo Henrique Accioly Campos, aos 15 anos, começou a namorar Renata de Andrade Lima. Casaram-se e tiveram cinco filhos: Maria Eduarda, João, Pedro e José e Miguel.