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segunda-feira, junho 27, 2016

Após se negar a pagar avião de Dilma, Camilo deve deixar PT na próxima semana rumo ao PDT

A recusa do governador Camilo Santana (PT) a bancar o deslocamento da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) ao Ceará, na próxima semana, está explicada: Camilo está de malas prontas para deixar o PT em direção ao PDT, do padrinho político Cid Gomes.
Camilo, mais uma vez, apenas atende aos desejo de Cid e deixa o PT não por estar cansado das "vadiagens' dos colegas, mas por pura incompetência em entregar o partido aos Ferreira Gomes.
A migração do grupo político de Cid e Ciro Gomes para o PDT não incluiu, a princípio, o governador Camilo Santana para que ele pudesse controlar a legenda e forçar o apoio à reeleição de Roberto Cláudio à Prefeitura de Fortaleza.
No entanto o PT Ceará entendeu, desde 2014, quando Camilo foi eleito com o apoio de Cid ao Abolição, que o governador já não pensava mais nos interesses do partido. Em vez de apoiar Roberto Cláudio e indicar o vice na chapa, o PT preferiu lançar a deputada federal Luizianne Lins na disputa, a despeito de Camilo.
Fraco dentro do próprio partido, Camilo fracassou em cada tentativa de mudar a orientação do PT e, agora, ataca os colegas de legenda e migra para o PDT, onde Cid poderá usar como quiser a imagem do governador que elegeu e, claro, a máquina pública.
A recusa à presidente afastada é bem diferente do comportamento de Cid e Camilo durante as Eleições 2014, quando usaram de todas as forças para que Dilma viesse ao Estado pedir votos para o petista.
Agora, com Ciro Gomes tentando emplacar a candidatura à presidência em 2018 como uma terceira via, uma opção à esquerda, Camilo se distancia do PT tentando se esquivar do desgaste nacional da legenda diante dos escândalos de corrupção.
Mas o tipo pode sair pela culatra. As investigações da Lava Jato estão cada vez mais próximas de Cid. Ao abandonar de vez o desgastado vermelho petista, Camilo pode acabar sendo atingido em cheio quando a Polícia Federal bater na porta do padrinho político.
Por Maurício Moreira