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terça-feira, dezembro 13, 2016

Dilma Rousseff é uma das Mulheres do Ano pela Financial Times

Afastada em maio de 2016 da Presidência da República, Dilma Rousseff foi eleita uma das Mulheres do Ano pelo Financial Times. Em entrevista ao jornal britânico, a ex-presidente afirmou que uma autoridade mulher é chamada de "dura", enquanto um homem é considerado "forte". A "primeira mulher presidente do maior país da América Latina" disse ainda que o governo à frente do País hoje é formado por "velhos brancos ricos ou, pelo menos, daqueles que querem ser ricos". As informações são do Estadão.

Além de Dilma, o jornal entrevistou também a primeira-ministra britânica, Theresa May; Simone Biles, considerada a maior ginasta de todos os tempos; a escritora e apresentadora de TV britânica do ramo de culinária Mary Berry, dentre outras personalidades. As entrevistas fazem parte de uma série de perfis exibidos pela publicação nesta quinta-feira, 8.

A entrevista com Dilma já começa com uma avaliação em relação ao período do afastamento. "Para uma mulher que acabou de suportar um duro período de seis meses de julgamento político, que resultou em seu impeachment, a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff parece incrivelmente relaxada", afirmou o chefe da sucursal do FT no Brasil, Joe Leahy. A entrevista foi concedida em um hotel em Porto Alegre.

Aos 68 anos, Dilma enfatizou que andar de bicileta é sua mais nova paixão. Ela adquiriu o hobby quando estava no Palácio do Planalto e agora pratica regularmente na capital gaúcha. "O lado sério de Dilma – uma ex-guerrilheira marxista que conquistou o cargo em 2010 com o apoio do que era então um dos movimentos operários mais bem-sucedidos do mundo, o PT, nunca está longe, no entanto".

A reportagem explica que, mesmo tendo sido afastada em maio, só deixou o cargo definitvamente em agosto. Ela foi considerada pelo Senado culpada por manobras fiscais para estimular a economia e disfarçar o pior do déficit orçamentário visto no Estado.

"Eu acho que a oligarquia tradicional brasileira ficou chateada com essa pequena (redistribuição da riqueza)", disse Dilma. "Após séculos de exclusão, este foi um esforço muito pequeno na inclusão. Não foi fantástico; precisa ser muito mais do que o que fizemos".