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quinta-feira, maio 25, 2017

Capitão Wagner pede impeachment do governador Camilo Santana com base em delação da JBS

O deputado estadual do Ceará Capitão Wagner protocolou nesta terça-feira (23) o pedido de impeachment do governador do Estado, Camilo Santana, com base na delação da JBS que apontou que o ex-governador Cid Gomes recebeu R$ 20 milhões em propina, por meio dos atuais secretários Arialdo Pinho e Antônio Balhmann para financiar a campanha do então candidato Camilo.

"Está tipificado no artigo 9º da Lei de Responsabilidade diz que, se o gestor do Estado tem conhecimento de que algum secretário tem uma denúncia, ele tem que responsabilizá-los. E aqui não há o pedido para demiti-los, mas pelo menos que se investigue através de sindicância ou qualquer processo administrativo", justifica o deputado Capitão Wagner.

Para o governador Camilo Santana, o pedido feito pelo deputado é uma ação de "oportunismo". "Essa ação tem o objetivo claro de se aproveitar do momento instável vivido pelo país para tentar tirar vantagem política. Isso é oportunismo puro, e não vou entrar nesse jogo", disse o governador.

Em entrevista nesta segunda-feira (22), Cid Gomes negou os crimes apontados pelos irmãos Batista, da JBS. Os secretários de Estado citados também negaram envolvimento.

Delação da JBS
Na deleção, o empresário detalha como foi feita a negociação com o então governador Cid Gomes. "Nós tínhamos R$ 110 milhões acumulados que o Governo do Estado não pagava. O governador Cid Gomes esteve no nosso escritório, comigo e com o Joesley, falou com a gente e pediu uma doação em São Paulo. Nós perguntamos quanto ele esperava de doação. Ele disse que esperava R$ 20 milhões. Eu disse 'governador, impossível eu contribuir com R$ 20 milhões enquanto o Estado me deve R$ 110 milhões e não me paga'. Ele não falou nada e saiu, falou 'tá bom, deixa eu ver o que posso fazer sobre esse assunto'."

Ainda conforme o delator, duas semanas depois o secretário Arialdo Pinho e o então deputado Antônio Balhmann procuraram os irmãos Batista, em nome de Cid Gomes, para cobrar a doação de R$ 20 milhões, ameaçando não pagar os R$ 110 milhões que o estado supostamente devia ao grupo empresarial.


A informação é do do G1 Ceará