Searching...
quinta-feira, maio 25, 2017

Ciro sai em defesa de Cid e cai em contradição sobre interesses da JBS no Ceará

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) saiu, na noite de ontem (3), em defesa do irmão, o ex-governador Cid Gomes (PDT), em bate-papo realizado através do Facebook, e endossou o discurso de que os R$ 10,2 milhões injetados pela JBS na campanha de 2014 no Ceará consistem em doação legal registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Eu boto a mão no fogo por ele [Cid] de olhos fechados”, afirmou Ciro. Em delação premiada, o empresário Wesley Batista, dono da JBS, afirmou que Cid o procurou pessoalmente, em 2014, para pedir R$ 20 milhões para a campanha daquele ano. Em troca, o então governador liberaria o pagamento integral de créditos da JBS junto ao Governo do Estado. A JBS recebeu R$ 111,6 milhões entre junho e outubro de 2014.

Na pressa em defender o irmão, o ex-ministro insinuou que a doação milionária da JBS para a campanha no Ceará não, necessariamente, foi feita com interesses escusos, a empresa poderia estar doando apenas com a intenção de eleger um candidato que apoiasse a política de incentivo fiscal, da qual a própria JBS é beneficiária no Estado.

Porém, minutos depois, o próprio ex-ministro afirma que o benefício que gerou o pagamento de R$ 111,6 milhões à JBS é anterior à gestão de Cid e garantido por lei aprovada em 1995. Nem Ciro, nem o próprio Cid conseguiram explicar o motivo da JBS injetar R$ 10,2 milhões nas eleições cearenses.

Wesley confirma propina
Ainda segundo o empresário, dos R$ 20 milhões, R$ 10,2 milhões foram repassados dissimulados através de doação oficial e o restante, R$ 9,8 milhões, através de notas frias geradas por empresas ligadas ao grupo político do Ferreira Gomes. Wesley garante que os citados sabiam que o dinheiro se tratava de propina.